Caso Benício: defesa da médica pede afastamento de delegado após suposto vazamento de informações sigilosas

  • 25/03/2026
(Foto: Reprodução)
Caso Benício: defesa pede afastamento de delegado A defesa da médica Juliana Brasil, investigada no caso da morte do menino Benício Xavier de Freitas, pediu o afastamento do delegado Marcelo Martins de Almeida Silva, responsável pelo inquérito. O pedido foi protocolado nesta terça-feira (24) e aponta que o delegado teria divulgado informações sigilosas feito declarações sem respaldo técnico sobre provas ainda não periciadas. ➡️Benício morreu em 23 de novembro, após receber adrenalina na veia durante atendimento hospitalar. De acordo com a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança. Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu. O delegado Marcelo Martins disse à Rede Amazônica que não vai se manifestar. Segundo a defesa, o delegado declarou publicamente que o vídeo apresentado pela médica Juliana Brasil que mostra o sistema do hospital alterando a prescrição médica automaticamente seria falso ou adulterado sem ter passado por perícia. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O documento também ressalta que nenhuma decisão judicial até o momento se baseou no vídeo questionado, mas sim na ausência dos requisitos legais para prisão preventiva. A defesa acusa o delegado de criar uma narrativa distorcida e de expor indevidamente a imagem da médica. ➡️ Entre os pedidos, estão: a apuração de possível violação de sigilo funcional e abuso de autoridade; a realização de perícia técnica no vídeo, com observância da cadeia de custódia; e o afastamento do delegado da condução do inquérito. O caso segue em análise na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Caso Benício: médica e técnica seguem afastadas e inquérito avança sem prisões Segundo a Polícia Civil do Amazonas, a médica Juliana Brasil encomendou e pagou pela adulteração de um vídeo para tentar justificar o erro na prescrição de adrenalina durante o atendimento que resultou na morte de Benício. No entanto, perícias comprovaram que o conteúdo foi manipulado. Mensagens extraídas do celular de Juliana mostram que ela pediu ajuda a colegas e ofereceu dinheiro para que o material fosse produzido. Médica Juliana Brasil é investigada no caso Benício. Reprodução ➡️Confira o que se sabe sobre o caso Qual é o principal erro apontado pela polícia? A polícia aponta erro na prescrição e na aplicação da adrenalina por via intravenosa. O protocolo médico indicaria outra via e dosagem. A aplicação inadequada está associada à rápida piora do quadro clínico da criança. Quem são as principais investigadas? A médica Juliana Brasil, responsável pela prescrição, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes, que aplicou a medicação, são as principais investigadas. As duas foram afastadas das atividades profissionais por decisão judicial e estão proibidas de atuar por 12 meses. Não há prisões decretadas até o momento. O que dizem os depoimentos das investigadas? Em depoimento, a médica reconheceu que errou ao prescrever adrenalina por via intravenosa e afirmou que a medicação deveria ter sido administrada por outra via. Ela disse ter se surpreendido por a equipe de enfermagem não questionar a prescrição. A defesa da médica alega que o erro ocorreu por falha no sistema de prescrição do Hospital Santa Júlia, que teria alterado automaticamente a via do medicamento durante instabilidades no dia do atendimento. A técnica de enfermagem afirmou que apenas seguiu a prescrição médica ao aplicar a adrenalina, sem diluição, e que informou a mãe da criança sobre o procedimento. Segundo ela, após a aplicação, Benício apresentou palidez, dor no peito e dificuldade para respirar. Médica Juliana Brasil Santos e a Técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva investigadas no Caso Benício Rede Amazônica Quantas pessoas já foram ouvidas pela polícia? A Polícia Civil já ouviu mais de 20 pessoas, incluindo os pais de Benício, as investigadas, médicos, enfermeiros e representantes do hospital. O hospital é investigado? O fundador da unidade, Édson Sarkis, prestou depoimento e afirmou que o hospital possui protocolos de segurança e dupla checagem. Segundo ele, havia enfermeira responsável pelo protocolo no plantão, mas ela não foi acionada durante o atendimento. INFOGRÁFICO: local do hospital onde Benício morreu Divulgação

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/03/25/caso-benicio-defesa-da-medica-pede-afastamento-de-delegado-apos-suposto-vazamento-de-informacoes-sigilosas.ghtml


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